quinta-feira, 29 de outubro de 2015





Mais duas caricaturas para o carro da Queima de Coimbra

Estas duas caricaturas fazem parte de um conjunto de mais de 30 que integram um livro de curso (melhor: uma plaquete) da Queima das Fitas de Coimbra

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Preços das caricaturas estão uma miséria

Esta caricatura tem a data de 1954 e foi desenhada pelo próprio, aliás admirador de Van Gogh, como se verifica por um dos elementos acessórios.Naquela altura havia um estudante ou outro que recorriam à autocaricatura, como fez este médico.



Vejamos esta ampliação do que ele escreveu em jeito de assinatura: " Eu visto por mim (e poupei 50 paus.)". Creio que todos saberão que o pau era o mesmo que o escudo, mas em linguagem popular.



Esta nota manuscrita é uma clara informação de quanto custava uma caricatura em 1954: cinquenta escudos.


Era caro? Barato? Vamos a uma pequena investigação (em escudos, se não se importam):
Neste meio século e reportando-nos à amostragem, um café foi das coisas que menos subiram. Só vencido pelo custo de uma caricatura!!!



Tomar um café faz-se hoje por 178 vezes mais, enquanto que uma caricatura para uma plaquette apenas multiplica por 80 o seu custo.



Em termos médios, a amostragem acima permite concluir que o custo de vida subiu para 251 vezes mais, desde 1954 até 2010. Ou seja: se uma caricatura custava 50$00, deveria custar agora 12 550$00. Na nova moeda: mais de 62 euros.



Portanto, as caricaturas em Coimbra estão a ser pagas por um terço do seu real valor. Para não falar nos preços que praticam os caricaturistas iniciados, na tentativa de conseguirem mercado, ambição mais do que legítima.



Mas há mais: hoje em dia, os estudantes querem que fique registada na caricatura a sua vida integral, como se aquele rectângulo de papel fosse um album de Banda Desenhada com 200 páginas. E isso duplica (DUPLICA!) o tempo dispendido, quando comparado com os desenhos que se produziam há umas décadas.



Consequências



Como não há milagres, a qualidade da Caricatura em Coimbra está a baixar. Não por falta de talento dos caricaturistas, sim por falta de tempo para um trabalho mais elaborado. Portanto, o estudante não ganha com a degradação da situação. Os parcos euros que economiza, que afinal não significam mais do que umas quantas (poucas) cervejas, seriam (porque multiplicados) um razoável aumento de rendimento para os artistas, traduzido numa melhoria da qualidade dos desenhos.




Um original de uma caricatura, se tiver uma assinatura com cotação no mercado de arte, é património que o estudante guarda para a vida. Mais valioso, se desenhado com cuidado; e com tintas que resistam à degradação da luz. Com preços de miséria, a tendência é que o resultado seja miserável. Com interesse para alguém? Claro que não! Muito menos para a Academia, que vê degradar-se a qualidade deste seu património centenar, que não existe em mais nenhum país do mundo (embora a expandir-se para outras academias portuguesas, curiosamente com melhor nível de remuneração)
video


Este vídeo faz parte de um projecto do Departamento de Humor Gráfico da Fundação Geral da Universidade de Alcalá de Henares (Madrid), intitulado 'Los Objectivos del Milénio'.
Inclui uma selecção de caricaturistas dos países latino-americanos. Portugal esta representado pelo António (volume 2) e eu (volume 3).
O vídeo foi realizado por um jornalista e um operador de câmara da TVE.
Apareço a falar p a u s a d a m e n t e, porque optei por me exprimir em língua portuguesa, embora tendo consciência de que 'a coisa' decorre num universo de língua castelhana. Além disso, como estou a falar de improviso, falare pausadamente dava-me tempo para ir escolhendo palavras que los hablantes de castellano melhor entendessem.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Caricaturas para Plaquete da Queima das Fitas da Universidade de Coimbra

 Esta caricatura de uma estudante de Coimbra revelou-se um pouco mais trabalhosa, devido às particularidades do cabelo, africano. Usava um baton de vermelho muit
o intenso. Pena que a plaquete não tivesse sido a cores!...
Comparativamente com a caricatura de cima, este cabelo também pode parecer trabalhoso; mas não. Basta ir "embrulhando" o risco...
Esta estudante de Coimbra quis que a sua caricatura da plaquete assinalasse o seu vínculo afectivo ao FêQuêPê. Acontece muito, com todos os clubes. Lembro-me de que, a meio do desenho da caricatura, fiz uma pausa e fui ao jardim colher uma margarida para lha desenhar no cabelo (mais agradável do que pesquisar no Google!...)
 Lembro-me bem deste jovem estudante.Era muito divertido. Reagiu muito bem à sua caricatura, apesar do exagero dos "dentes de 'mentiroso'". Estuda em Coimbra, mas é Angolano.
 ...este tem opções futebolísticas mais consentâneas com Coimbra! Fez questão de que a caricatura aludisse à Académica.
 Uma preocupação que tenho, é a de tentar transmitir, na caricatura, o tom do cabelo do estudante. Como as plaquetes são a preto, não é fácil...
Quando um(a) estudante é de cabelo loiro, os olhos são quase sempre muito claros. Nesta caricatura, dá para perceber?
 Claro que exagerei! (mas caricatura não e isso?) Ele não é tão 'descapilado'...

Às vezes, os estudantes querem que a caricatura apareça na plaquete com a sua mota de estimação!
...para a caricatura deste, e a seu pedido, tive de inventar um 'vomitómetro', que é um instrumento de medição que se usa muito em Coimbra.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

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