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sábado, 31 de julho de 2010

"Boca"... e (algum) descanso

Pela caricatura se percebe que esta estudante de Coimbra é a "repórter" da turma.
Não abusou na quantidade de conteúdo cenográfico (certamente que a sua alma de repórter lhe permite avaliar selectivamente o essencial e o supérfluo de uma imagem). Mesmo assim, apesar da relativa parcimónia de conteúdo, a estrutura geral do desenho obrigou-me a ocupar a zona da testa.
Amplie a imagem, para perceber melhor.

Chutar o texto para... canto!

Neste desenho, ultrapassei (parcialmente...) a demasia de conteúdo, inserindo uma longa frase a "emoldurar" o canto. Uma frase grande, quando já de si o conteúdo é abundante, torna-se um empecilho.

Namorado portátil


Gosto de me divertir a desenhar os (as) namorados(as) dependurados(as) no braço!...

Pedidos difíceis...

Aparece-nos cada pedido! Esta jovem quis que eu desenhasse um peixe a abaçar uma girafa (bem... uma girafa a abraçar um peixe!!! Porque peixe não tem braços!...). O pedido deve ter sido inspirado nalgum filme... Digo eu! Existe algum filme em que um peixe e uma girafa se abracem?

...o boneco da Seven Up

Foi a segunda vez que um caricaturado me fez lembrar o boneco da 7Up. E aproveitei isso em dois desenhitos da cenografia. Clique na imagem e amplie com a lupa, para ver isso melhor.

Blá Blá Blá

Remeto-vos para o texto abaixo

Haja mais desenho e menos "conversa"!

Nunca é de mais insistir neste ponto: uma Caricatura não é a biografia do estudante em Banda Desenhada. A tendência, a partir dos anos 80 do século passado, tem sido "atafulhar" os desenhos com comentários escritos (manuscritos). Claro que o caricaturista, se for consciente e profissional* prefere dispender um pouco mais de tempo e criar mais dois ou três bonequinhos divertidos do que escrever... escrever... escrever...
O exemplo acima é demonstrativo da minha preocupação em "arrumar" toda a "conversa" atrás da nuca e costas, libertando o perfil de tal "nevoeiro". Mas nem sempre é possível. Depende da quan tidade...

*Aí para cima, reflectiremos acerca dessa coisa de ser ou não ser profissional nesta matéria

Os estudantes são amáveis

Uma pessoa não anda nisto do desenho das Caricaturas só pela retribuição material (bem baixinha ela anda, aliás!...).
Digo-o, a propósito de uma postagem que encontrei por mero acaso no blog "Geologia 2010, Odisseia no Calhau", repositório de recordações de estudantes que queimaram fitas em 2010.

A Sónia Freitas deu-se ao trabalho de agrupar (três a três e mediante colagem virtual) as caricaturas que criei para a plaquette deles. E foi mais além: elegeu alguns dos elementos cenográficos que desenhei, destacando-os. Em separado, adquirem a visibilidade que muitas vezes (ingloriamente) lhes escapa na reduzida dimensão em que são impressos.

Não é só pelo que cobro (bem pouco, repito) que ando nestas coisas; gentilezas como esta também são salário (não serve para aconchegar o estômago, mas aconchega o coração).

Obrigado, Sónia, pela simpatia!!! Visitável em
http://geologia2010fctuc.blogspot.com/2010/01/as-caricaturas-estao-caminho.html