
É da conveniência de todos, tratar da preparação da plaquete a tempo e horas. A Queima das Fitas é só em Maio, mas não é nos últimos dias que se conseguem desenhar as 2.500 caricaturas do desfile do cortejo dea Queima...
É este aspecto transitório, momentâneo, mutável segundo a segundo, que distingue a caricatura do retrato (que pode demorar semanas, com demoradas sessões de pose do retratado). Ao contrário, a caricatura é instantânea e instintiva. Particularmente a Caricatura das plaquetes de Coimbra (para a Queima das Fitas), prima nessa instantaniedade.
Confesso: isto de desenhar guitarras sem cordas, é um tique meu. Provavelmente é a minha frustração de nulidade musical (que sou) a vir ao de cima...
Este caricaturado (natural de Coimbra) faz questão de afirmar que não é coimbrinha... Creio que está por fazer a compilação do léxico específico lusa-ateniense, do qual teriam de constar adjecticos como Coimbrinha, Coimbrão, Coimbrense, Conimbricense, Futrica, Japão, Puto, Doutor, Grego, Cabra, etc, etc, etc.
Nas plaquetes da Queima de Coimbra há umas caricaturas que surgem mais eficazes do que outras, mas muitas vezes o mérito é do caricaturado... não é do caricaturista...
...por vezes, lá tenho de dissimular uma ou outra expressão mais vernácula (esta vem de Vale de Câmbra... léxico do Norte...). Não é por nada, mas estas caricaturas vão ser apreciadas por avós comedidas, tias púdicas, filhos futuros... Uma plaquete vai ser desfolhada daqui por um ano, dez, cinquenta...
Aqui, tive de "aviar" nada menos do que meia dúzia de logotipos (antigamente chamavam-se emblemas...). Aposto que, dentre todas as caricaturas do conjunto das plaquetes de toda a Queima das Fitas, esta sobe ao podium das caricaturas com maior quantidade de logos...
Um "fenómeno" relativamente recente entre os quartanistas de Coimbra, é a inclusão, na plaquete da Queima, de um clube "estrangeiro" ao lado do da Académica. Dois amores...
...sorrisos expressivos e individualizadores como este, qualquer dia já não há! Culpa dos aparelhos dentários, que andam a tornar as pessoas "todas iguais"!
De um momento para o outro, suprimi os computadores de secretária das caricaturas das plaquetes. É certo que um "velho" computador com monitor tipo TV confere muito mais "cenografia" à plaquete da queima do que um portátil, mas a verdade é que, quase sem darmos por isso, eles desapareceram de cena! E uma caricatura (mesmo uma caricatura de quartanista de Coimbra) é em certa medida a crónica gráfica do tempo em que decorre cada Queima das Fitas.
Para contacto directo, basta clicar na linha verde seguinte:
Já estou a trabalhar em pleno (12 horas por dia, com tendência para aumentar...)
Uma dessas estratégias é a prática de preços bastante mais baixos nos primeiros tempos do ano lectivo.
No meu caso, e apesar de já estar em plena laboração, ainda poderei assumir o encargo de desenhar, em Setembro, dois grupos de cerca de 20 estudantes por preço bastante baixo. Em Outubro (e meses seguintes) os preços actualizarão mensalmente.
Para me contactarem, basta clicar na linha verde:
Cá está um conjunto de desenhos bem "guarnecidos" de conversa! Texto... texto... texto...
Há umas décadas, cada estudante de Coimbra tinha duas vias para "despachar" aquilo a que hoje se chamam "bocas": o Livro de Curso (que desapareceu) e a Plaquette (que sobrevive).
E mais: dispunha de duas páginas tanto no Livro como na Plaquette. E só se repetia a caricatura, normalmente na página da direita. A da esquerda era preenchida com textos curtos (de carácter sentimental ou lúdico).
Presentemente, em vez dessas quatro páginas, tudo tem de se arrumar numa única! Numa plaquete de pequenas dimensões! Haja tempo (e paciência!), que o caricaturista é simpático e consegue esse milagre!
O trabalho foi feito com recurso a fotografias. Umas eram de boa qualidade, mas outras nem tanto. E isso reflecte-se (obviamente!) na qualidade do desenho final.
Se, com o "modelo" presente, nem sempre se torna fácil representar a sua identidade numa dúzia de traços, imaginem quando a informação disponível é uma imagem de má qualidade!
...Como captar a essência de uma personalidade, em tais circunstâncias? Sem conseguirmos perceber muito bem se "aquele" nariz é arrebitado ou abatatado? Se "aquele" sorriso é típico do fotografado ou foi esboçado apenas para a foto? (Imagino: «Vá, olha para o telemóvel e sorri, filha! Que é para ficares bem na caricatura!»
Fotos de telemóvel são, quase sempre, de qualidade deplorável.
E, de telemóvel ou de máquina fotográfica, dão-nos quase sempre uma imagem frontal da "vítima". O fotógrafo ignora que o ideal seria fornecer-nos uma foto de perfil e outra com o rosto rodado a três quartos, ambas as posições olhando para o lado esquerdo do fotógrafo.
Este conjunto de pequenos estudantes caracterizava-se por ter, cada um, uma fixação num qualquer dos super-heróis que por aí abundam no imaginário infantil (corrijo: no imaginário comercial...) Nota: a senhora de cima é uma das responsáveis da escola
Ora, nestas circunstâncias em que me pedem que desenhe uma alegoria, tento usar o preceito ético de mencionar o autor da criação de que estou a apropriar-me. Mas é cada vez mais difícil encontrar informação que nos esclareça quem desenhou o quê.
Vejamos: a revista Sábado publicava, há cerca de uma semana, um artigo ligeiro acerca destes novos mitos gráficos. Contava, entre outras, a história de um jovem desenhador que criou a Hello Kity, mas... não referia o nome dele! E omitia mais uns quantos nomes de outras tantas criações gráficas.
O caso é que, hoje em dia, os direitos comerciais sobrepõem-se aos direitos autorais. De tal maneira, que (por exemplo) estes carros em que flagrantemente me "inspirei" para desenhar a caricatura de cima (e a caricatura de baixo) foram "desenhados" por Walt Disney... meio século depois de ele ter morrido!
Esta estudante, tal como os seguintes e os anteriores, fez o seu curso em Castelo Branco.
A Queima das Fitas é a primeira grande festa (ou a última?) da vida de um estudante. Por isso tento respeitar os seus caprichos quando me pedem que retrate na caricatura coisas como... o carro da sua vida. Mal eles sabem quanto tempo se perde com estes "detalhes"! Pesquisar... desenhar... Mas os jovens merecem tudo! (Não valorizam convenientemente o trab alho do caricaturista... mas isso é outra conversa!)
Este madeirense foi económico na encomenda dos elementos cenográficos. Por isso o desenho resultou agradável. Sobrecarregar as caricaturas com "bocas", como se faz presentemente em Coimbra, rouba às caricaturas uma coisa que é essencial neste género de arte: síntese.
Está visto que esta jovem aprecia Espanha, toiros e cavalos. E Alentejo.
Naquela altura havia um estudante ou outro que recorriam à autocaricatura, como fez este médico.
Vejamos esta ampliação do que ele escreveu em jeito de assinatura: " Eu visto por mim (e poupei 50 paus.)". Creio que todos saberão que o pau era o mesmo que o escudo, mas em linguagem popular.
A vida é uma treta, para usar o título das Conversas que foram êxito assinalável para António Feio. A vida vai deixando cair não só os taciturnos, mas também os bem-humorados - até mesmo aqueles que teimam enfrentar um câncro sem dramatismo e apostam que hão-de matar o bicho a rir.
É certo que quando se é jovem (e os estudantes, em regra, são jovens), os traços diferenciadores da fisionomia de cada um são menos individualizados do que nos mais adultos. Mas atenção! o essencial de uma caricatura não é captar uma fisionomia. É, sim, retratar uma identidade! E a essencia identificativa de cada um de nós é de natureza mais psicológica do que física. Portanto, tenhamos em conta que desenhar um rosto é "fácil".
O que é difícil é obtermos, em cinco minutos, um conhecimento (não digo um desenho, digo um conhecimento) do perfil psicológico do indivíduo. Por isso eu estou permanentemente a conversar com o caricaturado; a tentar perceber que tipo de pessoa é. Se é impulsivo, se é romântico, se é aventureiro, se é hábil para ganhar dinheiro, se é altruista, se é preguiçoso, se é glutão, se é generoso...
O problema é que, tendo esta actividade artística um carácter sasonal, os desenhos são elaborados sob a pressão do tempo. E isso propicia o desenvolvimento de estereotipos, acaba por rotinar a mão e a visão "deformante" do caricaturista, acaba por submergi-lo na falta de tempo.

Pela caricatura se percebe que esta estudante de Coimbra é a "repórter" da turma.| Reacções: |
Neste desenho, ultrapassei (parcialmente...) a demasia de conteúdo, inserindo uma longa frase a "emoldurar" o canto. Uma frase grande, quando já de si o conteúdo é abundante, torna-se um empecilho.| Reacções: |
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Aparece-nos cada pedido! Esta jovem quis que eu desenhasse um peixe a abaçar uma girafa (bem... uma girafa a abraçar um peixe!!! Porque peixe não tem braços!...). O pedido deve ter sido inspirado nalgum filme... Digo eu! Existe algum filme em que um peixe e uma girafa se abracem?| Reacções: |