Sábado, 17 de Setembro de 2011

Não atrases a caricatura para a Queima das Fitas



É da conveniência de todos, tratar da preparação da plaquete a tempo e horas. A Queima das Fitas é só em Maio, mas não é nos últimos dias que se conseguem desenhar as 2.500 caricaturas do desfile do cortejo dea Queima...

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

Coimbra, Caricatura, Plaquetes da Queima - algumas notas

"Eu não sou assim!", diz ela. Se a caricaturada está a referir-se à caricatura, o meu comentário é este: esta estudante é assim, num preciso momento (passado), segundo o olhar e a interpretação do caricaturista. Minutos depois, o mesmo autor produziria uma caricatura seguramente diferente. É sempre assim, trate-se de Caricatura de Coimbra ou outra qualquer.É este aspecto transitório, momentâneo, mutável segundo a segundo, que distingue a caricatura do retrato (que pode demorar semanas, com demoradas sessões de pose do retratado). Ao contrário, a caricatura é instantânea e instintiva. Particularmente a Caricatura das plaquetes de Coimbra (para a Queima das Fitas), prima nessa instantaniedade.

Confesso: isto de desenhar guitarras sem cordas, é um tique meu. Provavelmente é a minha frustração de nulidade musical (que sou) a vir ao de cima...


Além disso, a vida de estudante de Coimbra é irreverente. E, desenhar na plaquete uma guitarra sem cordas, tem o seu quê de irreverência...

Este caricaturado (natural de Coimbra) faz questão de afirmar que não é coimbrinha... Creio que está por fazer a compilação do léxico específico lusa-ateniense, do qual teriam de constar adjecticos como Coimbrinha, Coimbrão, Coimbrense, Conimbricense, Futrica, Japão, Puto, Doutor, Grego, Cabra, etc, etc, etc.


Ainda falando de irreverência e guitarras sem cordas: A música de Coimbra é uma instituição muito séria com a qual não me apetece brincar, nem sequer desenhando uma guitarra coimbrã sem cordas, nem mesmo no âmbito descotraído de uma plaquete da Queima das Fitas.

Nas plaquetes da Queima de Coimbra há umas caricaturas que surgem mais eficazes do que outras, mas muitas vezes o mérito é do caricaturado... não é do caricaturista...

...por vezes, lá tenho de dissimular uma ou outra expressão mais vernácula (esta vem de Vale de Câmbra... léxico do Norte...). Não é por nada, mas estas caricaturas vão ser apreciadas por avós comedidas, tias púdicas, filhos futuros... Uma plaquete vai ser desfolhada daqui por um ano, dez, cinquenta...

Aqui, tive de "aviar" nada menos do que meia dúzia de logotipos (antigamente chamavam-se emblemas...). Aposto que, dentre todas as caricaturas do conjunto das plaquetes de toda a Queima das Fitas, esta sobe ao podium das caricaturas com maior quantidade de logos...


Um "fenómeno" relativamente recente entre os quartanistas de Coimbra, é a inclusão, na plaquete da Queima, de um clube "estrangeiro" ao lado do da Académica. Dois amores......sorrisos expressivos e individualizadores como este, qualquer dia já não há! Culpa dos aparelhos dentários, que andam a tornar as pessoas "todas iguais"!


É grandea quantidade de estudantes quartanistas que optam pelos aparelhos. Uns querem que eles apareçam na caricatura da plaquete, outros posam de boca fechada...

De um momento para o outro, suprimi os computadores de secretária das caricaturas das plaquetes. É certo que um "velho" computador com monitor tipo TV confere muito mais "cenografia" à plaquete da queima do que um portátil, mas a verdade é que, quase sem darmos por isso, eles desapareceram de cena! E uma caricatura (mesmo uma caricatura de quartanista de Coimbra) é em certa medida a crónica gráfica do tempo em que decorre cada Queima das Fitas.
Um exemplo de que um(a) Estudante de Coimbra pode ser benfiquista.

Quinta-feira, 15 de Setembro de 2011

Queima das Fitas com boas caricaturas

Para mpliar, clicar na imagem e, depois, clicar no http que aparecerá em baixo, à esquerda Para contacto directo, basta clicar na linha verde seguinte:
o-oliveiradaserra@sapo.pt


Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Caricaturas para as plaquetes: Já recomeçou a faina!

Já estou a trabalhar em pleno (12 horas por dia, com tendência para aumentar...)
Nos últimos anos, os dois ou tres caricaturistas de maior expressão em Coimbra têm desenvolvido estratégias no sentido de convencerem os estudantes a começarem o mais cedo possível a tratar de obter as suas caricaturas, e tem resultado.
Uma dessas estratégias é a prática de preços bastante mais baixos nos primeiros tempos do ano lectivo.No meu caso, e apesar de já estar em plena laboração, ainda poderei assumir o encargo de desenhar, em Setembro, dois grupos de cerca de 20 estudantes por preço bastante baixo. Em Outubro (e meses seguintes) os preços actualizarão mensalmente.

Para me contactarem, basta clicar na linha verde:
o-oliveiradaserra@sapo.pt
ou telefonar para: 966 303 379

Mas antes, gostava que lessem as considerações que seguem abaixo:
Cá está um conjunto de desenhos bem "guarnecidos" de conversa! Texto... texto... texto...



Há umas décadas, cada estudante de Coimbra tinha duas vias para "despachar" aquilo a que hoje se chamam "bocas": o Livro de Curso (que desapareceu) e a Plaquette (que sobrevive).





E mais: dispunha de duas páginas tanto no Livro como na Plaquette. E só se repetia a caricatura, normalmente na página da direita. A da esquerda era preenchida com textos curtos (de carácter sentimental ou lúdico).


Presentemente, em vez dessas quatro páginas, tudo tem de se arrumar numa única! Numa plaquete de pequenas dimensões! Haja tempo (e paciência!), que o caricaturista é simpático e consegue esse milagre!



Mas atenção, minha gente: presentemente, cada caricatura exige o triplo do trabalho do que antigamente e é pago por... um terço!

Sexta-feira, 2 de Setembro de 2011

...os meninos doutores!...

Já aqui tenho escrito umas coisas acerca desta "contaminação" inofensiva que atinge os estudantes de tenra idade. As caricaturas abaixo (e outras que colocarei brevemente) retratam parte de um curso de uma escolinha (e respectivas docentes) da periferia de Coimbra. O trabalho foi feito com recurso a fotografias. Umas eram de boa qualidade, mas outras nem tanto. E isso reflecte-se (obviamente!) na qualidade do desenho final.


Se, com o "modelo" presente, nem sempre se torna fácil representar a sua identidade numa dúzia de traços, imaginem quando a informação disponível é uma imagem de má qualidade!


...Como captar a essência de uma personalidade, em tais circunstâncias? Sem conseguirmos perceber muito bem se "aquele" nariz é arrebitado ou abatatado? Se "aquele" sorriso é típico do fotografado ou foi esboçado apenas para a foto? (Imagino: «Vá, olha para o telemóvel e sorri, filha! Que é para ficares bem na caricatura!»


Fotos de telemóvel são, quase sempre, de qualidade deplorável.


E, de telemóvel ou de máquina fotográfica, dão-nos quase sempre uma imagem frontal da "vítima". O fotógrafo ignora que o ideal seria fornecer-nos uma foto de perfil e outra com o rosto rodado a três quartos, ambas as posições olhando para o lado esquerdo do fotógrafo.


Este conjunto de pequenos estudantes caracterizava-se por ter, cada um, uma fixação num qualquer dos super-heróis que por aí abundam no imaginário infantil (corrijo: no imaginário comercial...) Nota: a senhora de cima é uma das responsáveis da escola


Ora, nestas circunstâncias em que me pedem que desenhe uma alegoria, tento usar o preceito ético de mencionar o autor da criação de que estou a apropriar-me. Mas é cada vez mais difícil encontrar informação que nos esclareça quem desenhou o quê.


Vejamos: a revista Sábado publicava, há cerca de uma semana, um artigo ligeiro acerca destes novos mitos gráficos. Contava, entre outras, a história de um jovem desenhador que criou a Hello Kity, mas... não referia o nome dele! E omitia mais uns quantos nomes de outras tantas criações gráficas.


O caso é que, hoje em dia, os direitos comerciais sobrepõem-se aos direitos autorais. De tal maneira, que (por exemplo) estes carros em que flagrantemente me "inspirei" para desenhar a caricatura de cima (e a caricatura de baixo) foram "desenhados" por Walt Disney... meio século depois de ele ter morrido!


Uma visão crítica (?) acerca do trabalho de Zé Oliveira

Para conhecer um pouco melhor o caricaturista Zé Oliveira, espreite esta ligação:
http://www.antena5.org/sartigo/index.php?x=4258

Quarta-feira, 29 de Dezembro de 2010


Terça-feira, 12 de Outubro de 2010

Academia de Castelo Branco

Esta estudante, tal como os seguintes e os anteriores, fez o seu curso em Castelo Branco.
As novas academias estão a assumir a tradição da caricatura de final de curso, como componente importante da Queima das Fitas. Em Coimbra, o Livro de Curso praticamente desapareceu, restando apenas a plaquete (pequeno caderno). São as novas academias o garante da continuidade do Livro de Curso tal qual Coimbra o conhecia ainda não há muitas décadas.

Os jovens merecem tudo

A Queima das Fitas é a primeira grande festa (ou a última?) da vida de um estudante. Por isso tento respeitar os seus caprichos quando me pedem que retrate na caricatura coisas como... o carro da sua vida. Mal eles sabem quanto tempo se perde com estes "detalhes"! Pesquisar... desenhar... Mas os jovens merecem tudo! (Não valorizam convenientemente o trab alho do caricaturista... mas isso é outra conversa!)

Caricatura é um exercício de síntese

Este madeirense foi económico na encomenda dos elementos cenográficos. Por isso o desenho resultou agradável. Sobrecarregar as caricaturas com "bocas", como se faz presentemente em Coimbra, rouba às caricaturas uma coisa que é essencial neste género de arte: síntese.
(Este estudante e os que aparecem acima não pertence à academia de Coimbra)

"Bocas" em vez de cenário

Está visto que esta jovem aprecia Espanha, toiros e cavalos. E Alentejo.
É essa a síntese que adoptei para lhe criar o cenário (aquela coisa que na caricatura de Coimbra passou a chamar-se "bocas", designação depreciativa que radica no facto de este género de alegorias demorarem tempo para serem desenhadas, preferindo os caricaturistas das plaquetes, desde há cerca de 20 anos para cá, escrever umas frases ou deixar que os estudantes as escrevam. Falaremos disso mais acima.
CONTACTAR ZÉ OLIVEIRA É FÁCIL:


o-oliveiradaserra@sapo.pt
OU
telemóvel 966 303 379

Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010

Preços das caricaturas estão uma miséria

Esta caricatura tem a data de 1954 e foi desenhada pelo próprio, aliás admirador de Van Gogh, como se verifica por um dos elementos acessórios.Naquela altura havia um estudante ou outro que recorriam à autocaricatura, como fez este médico.



Vejamos esta ampliação do que ele escreveu em jeito de assinatura: " Eu visto por mim (e poupei 50 paus.)". Creio que todos saberão que o pau era o mesmo que o escudo, mas em linguagem popular.



Esta nota manuscrita é uma clara informação de quanto custava uma caricatura em 1954: cinquenta escudos.


Era caro? Barato? Vamos a uma pequena investigação (em escudos, se não se importam):

Neste meio século e reportando-nos à amostragem, um café foi das coisas que menos subiram. Só vencido pelo custo de uma caricatura!!!



Tomar um café faz-se hoje por 178 vezes mais, enquanto que uma caricatura para uma plaquette apenas multiplica por 80 o seu custo.



Em termos médios, a amostragem acima permite concluir que o custo de vida subiu para 251 vezes mais, desde 1954 até 2010. Ou seja: se uma caricatura custava 50$00, deveria custar agora 12 550$00. Na nova moeda: mais de 62 euros.



Portanto, as caricaturas em Coimbra estão a ser pagas por um terço do seu real valor. Para não falar nos preços que praticam os caricaturistas iniciados, na tentativa de conseguirem mercado, ambição mais do que legítima.



Mas há mais: hoje em dia, os estudantes querem que fique registada na caricatura a sua vida integral, como se aquele rectângulo de papel fosse um album de Banda Desenhada com 200 páginas. E isso duplica (DUPLICA!) o tempo dispendido, quando comparado com os desenhos que se produziam há umas décadas.



Consequências



Como não há milagres, a qualidade da Caricatura em Coimbra está a baixar. Não por falta de talento dos caricaturistas, sim por falta de tempo para um trabalho mais elaborado. Portanto, o estudante não ganha com a degradação da situação. Os parcos euros que economiza, que afinal não significam mais do que umas quantas (poucas) cervejas, seriam (porque multiplicados) um razoável aumento de rendimento para os artistas, traduzido numa melhoria da qualidade dos desenhos.




Um original de uma caricatura, se tiver uma assinatura com cotação no mercado de arte, é património que o estudante guarda para a vida. Mais valioso, se desenhado com cuidado; e com tintas que resistam à degradação da luz. Com preços de miséria, a tendência é que o resultado seja miserável. Com interesse para alguém? Claro que não! Muito menos para a Academia, que vê degradar-se a qualidade deste seu património centenar, que não existe em mais nenhum país do mundo (embora a expandir-se para outras academias portuguesas, curiosamente com melhor nível de remuneração).

Terça-feira, 3 de Agosto de 2010

A vida é uma treta

A vida é uma treta, para usar o título das Conversas que foram êxito assinalável para António Feio. A vida vai deixando cair não só os taciturnos, mas também os bem-humorados - até mesmo aqueles que teimam enfrentar um câncro sem dramatismo e apostam que hão-de matar o bicho a rir.
Esta minha caricatura ilustrava o blog do António. E a apartir de agora fica também aqui, para que todos o recordem com um sorriso quando por aqui passarem.

Sábado, 31 de Julho de 2010

Caricaturas "todas iguais"?

Por vezes, ouvimos os estudantes comentarem que "as caricaturas desta plaquette são todas 'iguais' ".

É certo que quando se é jovem (e os estudantes, em regra, são jovens), os traços diferenciadores da fisionomia de cada um são menos individualizados do que nos mais adultos. Mas atenção! o essencial de uma caricatura não é captar uma fisionomia. É, sim, retratar uma identidade! E a essencia identificativa de cada um de nós é de natureza mais psicológica do que física. Portanto, tenhamos em conta que desenhar um rosto é "fácil".

O que é difícil é obtermos, em cinco minutos, um conhecimento (não digo um desenho, digo um conhecimento) do perfil psicológico do indivíduo. Por isso eu estou permanentemente a conversar com o caricaturado; a tentar perceber que tipo de pessoa é. Se é impulsivo, se é romântico, se é aventureiro, se é hábil para ganhar dinheiro, se é altruista, se é preguiçoso, se é glutão, se é generoso...

O problema é que, tendo esta actividade artística um carácter sasonal, os desenhos são elaborados sob a pressão do tempo. E isso propicia o desenvolvimento de estereotipos, acaba por rotinar a mão e a visão "deformante" do caricaturista, acaba por submergi-lo na falta de tempo.
Pelo que me diz respeito, tento o mais possível não caír nesse vício, encarando cada rosto como um novo desafio que é preciso encarar numa perspectiva artística e não apenas numa
perspectiva artesanal. Numa perspectiva psicológica e não apenas sob um ângulo gráfico. Por isso tanto posso demorar três minutos para "sacar" os traços de um indivíduo, como demorar meia hora.

"Boca"... e (algum) descanso

Pela caricatura se percebe que esta estudante de Coimbra é a "repórter" da turma.
Não abusou na quantidade de conteúdo cenográfico (certamente que a sua alma de repórter lhe permite avaliar selectivamente o essencial e o supérfluo de uma imagem). Mesmo assim, apesar da relativa parcimónia de conteúdo, a estrutura geral do desenho obrigou-me a ocupar a zona da testa.
Amplie a imagem, para perceber melhor.

Chutar o texto para... canto!

Neste desenho, ultrapassei (parcialmente...) a demasia de conteúdo, inserindo uma longa frase a "emoldurar" o canto. Uma frase grande, quando já de si o conteúdo é abundante, torna-se um empecilho.

Namorado portátil


Gosto de me divertir a desenhar os (as) namorados(as) dependurados(as) no braço!...

Pedidos difíceis...

Aparece-nos cada pedido! Esta jovem quis que eu desenhasse um peixe a abaçar uma girafa (bem... uma girafa a abraçar um peixe!!! Porque peixe não tem braços!...). O pedido deve ter sido inspirado nalgum filme... Digo eu! Existe algum filme em que um peixe e uma girafa se abracem?